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18 de fevereiro de 2015 - 17:24

Valdir Colatto propõe o fim do horário de verão

Segundo o parlamentar a economia de energia tem caído anualmente e os malefícios à saúde da população são preocupantes.

Valdir Colatto propõe o fim do horário de verão

Tramita na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 397/2007, de autoria do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC), que extingue o horário de verão. Pela proposta, o índice de economia de energia elétrica é muito pequeno e os malefícios ocorridos pelo adiantamento do ponteiro do relógio prejudicam a saúde da população. “Todos nós sabemos que a economia de energia tem sido muito baixa ao longo dos últimos anos e, com as termelétricas funcionando de forma permanente, o gasto para manter o País aceso é muito grande, inviabilizando a economia de energia que o governo achava que teria”, afirmou.

O parlamentar catarinense também explicou que o horário de verão traz muito malefícios à saúde da população e, por isso, apresentou o projeto de lei. “O nosso organismo fica completamente desequilibrado. E aí aparecem sintomas indesejados como dores de cabeça, aumento da fadiga, taquicardia, diminuição de rendimento nos estudos e no trabalho, além de uma série de problemas de saúde, principalmente em pessoas mais velhas”, frisou Valdir Colatto.

Sobre a crise do setor elétrico, o deputado Valdir Colatto disse que o governo federal deveria fazer uma campanha educativa para orientar a população no uso consciente da água e no consumo de energia, ao invés de querer manter e até ampliar o horário de verão. “Atualmente, o consumo de energia elétrica é alto o tempo todo. Não existe mais horário de pico. No litoral, as cidades ficam sem água devido ao uso indiscriminado da água. O que é preciso é uma campanha para que as pessoas entendam a importância de economizar, seja a água, o consumo de energia e, dessa forma, evitar o desperdício”, disse.

O Ministério de Minas e Energia desistiu de ampliar o horário de verão até março. Apesar da falta de chuvas suficientes e a crise do setor elétrico, o governo federal voltou atrás e confirmou que ele será encerrado no próximo dia 22. De acordo com a meta do ministério, a economia deve chegar até a 4,5% nos horários de pico, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a economia de 2,5 megawatts ou 4,5% será equivalente a uma cidade como Brasília, que possui pouco mais de três milhões de habitantes.

No entanto, se o objetivo é economizar, seria necessário desligar as usinas termelétricas, que atualmente funcionam 24 horas. Dessa forma, a economia passaria de R$ 160 milhões para R$ 200 milhões, somente no período do horário de verão.

Adotado pela primeira vez em 1931, foi em 1985 passou a ser adotado anualmente. Inicialmente com abrangência nacional, em 2003 foi reduzido para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Atualmente, a proposição de autoria do deputado Valdir Colatto está na Comissão de Seguridade Social e Família. Se aprovado, segue para as Comissões de Minas e Energia e Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

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