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10 de junho de 2016 - 16:06

Renda do agricultor familiar aumentou 285% após crédito fundiário

Na CPI da Funai e Incra, Colatto afirma que o crédito fundiário deu certo em Santa Catarina

Renda do agricultor familiar aumentou 285% após crédito fundiário

Brasília, 10/6/2016 – O aumento na produtividade agrária após inserção do produtor no crédito fundiário foi o principal tema da audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados que investiga a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na demarcação de terras indígenas e quilombolas. O sub-relator da comissão, deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC) convidou o diretor de Políticas da Agricultura Familiar e da Pesca, da Secretaria de Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, Hilário Gottselig, para apresentar dados sobre a política de crédito fundiário no estado.

Gottselig afirmou que a renda do agricultor familiar aumentou em 285% ao ingressar no crédito fundiário. Porém, com o aumento na produção local, a área dos agricultores ficou menor do que a necessária para plantação. “O agricultor vem crescendo e produzindo, e a área que ele adquiriu já não é mais o suficiente e ele tem que arrendar de terceiros. Em pesquisa realizada, os profissionais afirmaram que o maior problema é a falta de mão de obra e área insuficiente para a expansão”.

Gottselig criticou o valor de R$ 80 mil para o financiamento das terras no crédito fundiário. “Deveriam mudar o regramento único para o país porque em outros estados R$ 80 mil pode ser muito, mas em Santa Catarina só é possível comprar uma pequena área de baixa qualidade”. Ele sugeriu que a quantia aumente para R$ 140 mil por propriedade.

O deputado Colatto reprovou a reforma agrária e defendeu o crédito fundiário. “É o modelo que está errado, falido, e deu grandes despesas para a União. Já o crédito escolhe pessoas que tem vocação para a agricultura, que são filhos de agricultores, pessoas que vivem na roça, essas pessoas que vão realmente produzir”, disse.

Segundo o parlamentar catarinense, a CPI quer apresentar um modelo agrário mais econômico e eficaz para o País. “Queremos usar bem o dinheiro público e fazer com que realmente funcione. Se tiver que mudar alguma lei, nós vamos mudar, e vamos apresentar para o Brasil um novo modelo, mais barato, e que realmente funcione”, afirma.

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