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10 de março de 2017 - 16:34

Relato de especialistas estrangeiros comprova atraso do Brasil na área de defensivos

Relato de especialistas estrangeiros comprova atraso do Brasil na área de defensivos

Deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ficaram entusiasmados com a audiência pública sobre o uso de defensivos agrícolas em pequenas culturas realizada nesta quarta-feira pela comissão especial que analisa o Projeto de Lei 6299/2002. A matéria moderniza a legislação sobre o uso de defensivos no Brasil. O evento contou com a presença de especialistas dos Estados Unidos, Canadá e Austrália, que relataram as experiências na área em seus países.

Participaram Daniel Kunkel, PhD, diretor associado do Projeto IR-4, focado em soluções para manejo de pragas e pequenas culturas, vinculado à Universidade Estadual de New Jersey (EUA); Marcos Alvarez, diretor associado do Departamento de Agricultura e Agroalimentos do Canadá (AAFC); e Alan Norden, diretor executivo de Registro e Avaliações da Autoridade Australiana de Pesticidas e Medicamentos Veterinários.

A presidente da comissão especial, deputada Tereza Cristina (PSB-MS), vice-presidente da FPA, destacou que os relatos demonstram o quanto o Brasil está atrasado nesta área. “Em todos os países ouvidos, percebe-se claramente a agilidade nos processos de registros de novos produtos para combater as pragas. Claro que tudo sendo feito com responsabilidade e dentro dos parâmetros de segurança para a saúde humana e ambiental”.

O deputado Luiz Nishimori (PR-PR), relator da comissão especial, entende que é hora de o Brasil acabar com o preconceito que foi criado sobre os defensivos fitossanitários. Segundo Nishimori, também integrante da FPA, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgado no final de 2016, demonstra que 99% dos alimentos consumidos pelos brasileiros são seguros. E o 1% restante é constituído basicamente de abacaxi e laranja. No entanto, a concentração dos defensivos ocorre na casca dessas frutas, que não costumam ser consumidas pela população. “Os alimentos são seguros”, frisou Nishimori.

O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), membro da FPA, lamentou que o Brasil esteja enterrado na burocracia. “A grande praga que temos no Brasil e que não se extermina com inseticida é a burocracia. E hoje, ouvindo os especialistas aqui convidados, nós vimos a coerência dos nossos palestrantes dizendo: vamos usar a ciência. Ninguém está aqui para envenenar ninguém. Por isso, precisamos com urgência dessa nova lei dos produtos fitossanitários.”

Outro integrante da FPA, o deputado Guilherme Coelho (PSDB-PE), destacou a agilidade dos procedimentos para o registro de produtos na Austrália, onde o processo demora no máximo oito meses e cujo pedido pode ser feito inclusive por um aplicativo no telefone celular. No Brasil, a burocracia faz com que uma nova molécula, para combater uma nova praga, demore até 10 anos para ser registrada. “Eles têm um sistema enxuto, rápido e eficiente. O nosso é arcaico e atrasado porque o processo envolve muitos ministérios para registro de produtos”, avaliou o deputado Guilherme Coelho.

Fonte: FPA

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