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9 de dezembro de 2015 - 10:13

Ministra da Agricultura recebe fruticultores do sul do país

Colatto apresentou demandas dos produtores de maçã

Ministra da Agricultura recebe fruticultores do sul do país

Brasília, 9 de dezembro de 2015 – Os problemas enfrentados pelos produtores de maçã dos três estados do sul do país foram levados na tarde desta terça-feira (8) à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu. O deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) acompanhou representantes dos produtores e enfatizou a atuação e a qualidade da produção nacional.

As demandas apresentadas pelos produtores são relacionadas a manutenção do status quarentenário da Cydia pomonella, a importação de maçã da China e a necessidade de pagamento da subvenção ao prêmio de seguro agrícola para maçãs, uvas e frutas de caroço.

À ministra, o deputado Colatto destacou que devido aos problemas climáticos, como excesso de chuva e granizo, as perdas nos pomares foram grandes. “A fruticultura é atividade de pequenos produtores, que trabalham com margens de lucro pequenas. Quando perdem toda uma safra, ficam cerca de três anos no prejuízo. O seguro é uma forma de garantir a permanência do produtor na atividade e no campo”, pontuou o catarinense. Está pendente de empenho e liquidação o valor de R$ 55 milhões, referentes ao pagamento da subvenção dos contratos de seguros já processados.

A ameaça de importação de maçãs vindas da China coloca em risco a sanidade da produção nacional. “Junto com a produção chinesa, corremos o risco de importar doenças e pragas, como a Cydia pomonella já erradicada do país”, pontuou Colatto. A única forma de barrar a entrada de pragas é com uma barreira fitossanitária.

A Cydia pomonella é popularmente conhecida como “traça da maçã”, e é a principal praga que está inserida em praticamente todas as regiões produtoras de maçã do mundo. No Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM), a praga foi oficialmente erradicada há 1 ano e meio, num case inédito em nível mundial, após mais de 20 anos de trabalhos.

Com a importação de maçã com a praga, a possibilidade de perda do status de livre da traça da maçã, demandaria no mínimo duas aplicações de inseticidas de elevada toxicidade, os quais sequer estão registrados para a cultura no País, gerando um custo anual de cerca de R$ 10 milhões ao setor produtivo. “Ainda assim, ocorreriam perdas de produção de pelo menos 2% a 3% (cerca de R$ 40 milhões), fora prejuízos com a perda de mercados, e o mais importante, um forte impacto ambiental nas regiões produtoras”, destacou o presidente da ABPM, Pierre Peres.

Frente as demandas apresentadas, a ministra Kátia Abreu prometeu buscar recursos para pagamento da subvenção ao seguro rural e se empenhar para atender as solicitações ligadas a importação, bem como prezar pela manutenção do status quarentenário da praga da maçã.

Produção

Dados do IBGE mostram que em 2015 o Brasil produziu 1,27 milhão de toneladas de maçã em uma área de 36,3 mil hectares, o que segundo a FAO coloca o país entre os 12 maiores produtores do mundo. O faturamento do segmento da maçã no Brasil, em 2014, foi na ordem de R$ 2,1 bilhões com a comercialização da fruta in natura no mercado interno. “São gerados quase 200 mil empregos diretos e indiretos para produzir 1,3 milhões de toneladas da fruta”, destaca Colatto.

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