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26 de março de 2015 - 09:45

Ministra aceita sugestões de Colatto para agricultura

Ministra aceita sugestões de Colatto para agricultura

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados promoveu hoje uma audiência pública para ouvir a ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), falar sobre Plano Agrícola e Pecuário (Plano Safra) 2015/2016. Ao propor o debate, os parlamentares argumentaram que o ajuste fiscal que o governo pretende executar tem causado apreensão nos produtores rurais, que temem aumento das taxas de juros e nos financiamentos para crédito rural.

A descentralização das delegacias regionais do ministério nos estados foi elogiada pelo deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), que é membro titular da Comissão. Segundo ele, essa iniciativa vai desafogar os processos e minimizar a burocracia. “Esse é o caminho. Os estados precisam de mais autonomia e iniciativa para trabalhar. Nessa linha, é importante promover os fiscais agropecuários em auditores fiscais para que agrônomos e veterinários estejam lá na ponta, próximos ao produtor rural para servi-los”, enfatizou. A ministra concordou com Colatto e disse que a responsabilidade para fiscalizar os produtos deve ser das empresas. “Nós vamos delegar as grandes empresas a inspeção dos seus produtos. Elas não vão querer sujar suas marcas e perder toda uma fortuna investida. Eu já conversei com os sindicatos e nossos fiscais serão auditores para ajudar os municípios,” explicou.

A questão dos caminhoneiros também foi levantada por parlamentar. Em sua fala, ele alertou a necessidade de o governo desonerar o combustível do PIS/COFINS para aliviar o bolso dos caminhoneiros e transportadores. “A agricultura, sobretudo, o Brasil não suporta mais uma possível greve dos caminhoneiros. Essa pauta precisa ser resolvida aqui em Brasília. Amanhã, teremos uma nova reunião com o governo e espero que esse assunto seja solucionado”, disse.

O repasse de recursos aos municípios que não tem convênio com o Ministério da Agricultura para contratar veterinários e agrônomos a prestarem serviços também foi proposto pelo deputado. “Nós temos uma série de empresas agropecuárias em todo o País que estão com dificuldades para desenvolver as suas atividades, em razão da ausência desses profissionais”, contou.

Colatto também propôs um financiamento de viveiro para produção de mudas. “As nativas são as que temos maiores dificuldade para plantar. O reflorestamento depende, prioritariamente, do plantio delas para promover recuperar as áreas desmatadas”, disse. A ministra Kátia Abreu acolheu a sugestão do deputado catarinense. “Vamos incluir a possibilidade dos viveiros e financiar aqueles que têm interesse em investir. Isso é genético, é nova agro, e não tem nenhum segredo para colocar isso em prática”, respondeu.

O parlamentar catarinense propôs ainda uma política rural que consolide todas as 125 leis que envolvem a agropecuária. “Hoje, nós temos uma política urbana, mas falta uma política rural, que valorize o homem do campo. É necessária uma legislação que leve infraestrutura, acesso à comunicação, qualidade de vida e que proteja o jovem trabalhador rural, sobretudo contra o álcool e as drogas, que tem invadido as famílias que residem no meio rural”, afirmou Colatto.

Sobre a questão do ajuste fiscal, a ministra Kátia Abreu, garantiu que a agricultura e pecuária não serão prejudicados. “Os ajustes vão focar o que for excedente e o que for desperdício”, concluiu.

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