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7 de outubro de 2016 - 15:55

CTNBio libera importação de milho dos EUA

CTNBio libera importação de milho dos EUA

Brasília, 7/10/2016 – A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou, nesta quinta-feira (6/10), a liberação da importação de novas variedades de milho transgênico dos Estados Unidos. São três tipos, duas da Monsanto e uma da Syngenta. O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária, e que acompanha a questão de escassez do milho, disse que a liberação vai atender à necessidade de indústrias de aves, suínos e leite, que sofrem com o alto preço do cereal e dará equilíbrio no abastecimento.

“Precisamos voltar a ser competitivos, fazer com que a indústria continue produzindo, os produtores continuem criando e que tenhamos condições de manter os empregos”, afirma.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse à agência Reuters que negociações de compra de milho dos EUA pelas indústrias de aves e suínos já estavam ocorrendo e dependiam apenas do sinal verde da CTNBio para serem finalizados.

Segundo ele, a expectativa é de que o milho norte-americano possa ajudar a abastecer o mercado local de agora até janeiro, quando grãos da nova safra brasileira começarão a chegar ao mercado.

“Não significa que vamos importar quantidades que comprometam (a demanda da) próxima safra (do Brasil). Vai compatibilizar custos, vamos ter garantia de exercer nossa atividade”, disse Turra, sem arriscar uma estimativa exata de volumes que podem entrar dos EUA para o Brasil.

Um relatório da agência Safras & Mercado apontou que as importações dos Estados Unidos têm preços viáveis no Brasil. Uma saca de milho dos EUA, já transportada até a indústria no Brasil, custaria atualmente 36,00 reais por saca, ante preço de 43,00 reais para o milho argentino.

Crise da suinocultura

Nesta semana, a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para discutir a crise na suinocultura brasileira. Durante a reunião, Colatto ressaltou a importância da liberação do milho transgênico dos Estados Unidos.

“Há mais de 10 anos o Brasil planta milho e soja transgênica sendo que 90% do que se planta em solo brasileiro é transgênico. Falta reconhecimento da tecnologia, da modernidade, além de muita ideologia do Ministério Meio Ambiente e Anvisa”, disse.

Também falou do encontro com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que informou que no dia 16/10 uma comitiva da Coréia do Sul irá vistoriar frigoríficos de SC para liberar a importação de carne suína.

Além disso, foram reivindicados a prorrogação de dívidas de custeio e investimento, o reparcelamento dos contratos já renegociados em 2012 e a abertura de uma linha de crédito para garantir capital de giro. Os parlamentares presentes se prometeram a levar essas demandas ao governo federal. Conforme números apresentados durante o encontro, a suinocultura brasileira já soma R$ 2,5 bilhões em prejuízos, uma vez que o custo de produção está 30% maior em relação ao ano passado.

Confira a participação do deputado Valdir Colatto no debate sobre a crise da suinocultura

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