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16 de dezembro de 2016 - 14:13

Colatto busca solução para greve na Receita Federal

Paralisação afeta importação e exportação e gera longas filas em aduanas

Colatto busca solução para greve na Receita Federal

Brasília, 16 de dezembro de 2016 – A Receita Federal está com os trabalhos parcialmente paralisados em todo o país desde julho. Buscando uma solução, o deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) esteve em audiência com o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ronaldo Lázaro Medina, na última quarta-feira (13/12).

Os auditores fiscais querem o reajuste salarial referente as perdas inflacionárias dos últimos anos. A categoria alega descumprimento do acordo fechado no fim de março, porque o governo ainda não informou quando enviará ao Congresso o Projeto de Lei ou Medida Provisória que reajusta as remunerações e atende a outras reivindicações não salariais. “Ocorre que, em um cenário de contenção de despesas e cortes no orçamento, a aprovação de aumento de salários é impraticável”, avaliou Colatto durante a audiência com o subsecretário Medina.

Durante a audiência, Medina destacou que os auditores estão respaldados pela Constituição, que garante o direito de greve. “Nossa preocupação é em garantir os serviços mínimos, no entanto, não há lei que exija isso. Quando a greve é no setor público, toda a população é prejudicada”, disse.

Na última semana, o deputado Valdir Colatto esteve no posto Alfandegário de Dionísio Cerqueira/SC verificando o impacto da greve dos analistas da Receita Federal para a importação e exportação brasileira. “A paralisação dos servidores afeta diretamente a agricultura, já que boa parte da produção passa pelas aduanas”, pontuou o parlamentar.

Com a paralisação da categoria, a liberação de cargas de importação e exportação tem demorado até cinco dias. Na primeira semana de dezembro, cerca de 3 mil cargas aguardavam para passar pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu, o maior da América Latina, pois dos 11 fiscais, apenas três estavam mantendo os trabalhos.

Em Santa Catarina, são afetados os portos de Imbituba, Itajaí, Navegantes, São Francisco do Sul e Itapoá. Além disso, a fronteira terrestre com a Argentina em Dionísio Cerqueira e os voos internacionais no aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis também são afetados. “O governo precisa resolver a questão urgentemente, os prejuízos com o problema nas fronteiras, portos e aeroportos é incalculável”, finalizou Colatto.

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