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3 de fevereiro de 2016 - 20:43

Aviação agrícola: Colatto leva proposta ao Ministério da Saúde para combater o mosquito da dengue

Além de documentos com pareceres técnicos informando da eficácia no uso de aviões para liberar inseticidas, o parlamentar apresentou emenda à MP 712/2016 que prevê ações de combate ao mosquito da dengue.

Aviação agrícola: Colatto leva proposta ao Ministério da Saúde para combater o mosquito da dengue

Santa Catarina 3/2/2016 – O combate ao mosquito aedes aegypti, causador da epidemia da dengue, além do surto de Zika vírus e Chikungunya, que assombram o Brasil, pode ter a aviação agrícola como aliada. A proposta elaborada pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e encaminhada ao Ministério da Saúde (MS) pelo deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) prevê que aviões usados para pulverizar defensivos agrícolas sejam utilizados para fazer o fumacê aéreo nas cidades.

Colatto, que é engenheiro agrônomo, recebeu a visita dos técnicos do Sindag, e do também assessor técnico Eduardo Cordeiro de Araújo, em dezembro, quando levou a proposta ao Ministério da Saúde, porém, ainda aguarda posicionamento. “Inseto se combate com inseticida e o mosquito é inseto e não é vírus”, destaca. Segundo ele, oferece-se a aviação agrícola e os defensivos agrícolas para combater o mosquito da dengue no país. “É a agricultura trazendo uma alternativa para salvar o Brasil da dengue”, destacou o parlamentar em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados na terça-feira 3/2 a espera de um retorno do MS.

Nesta semana, o governo editou a Medida Provisória (MP) 712/2016 que reforça o combate ao mosquito aedes aegypti. Como forma de viabilizar o fumacê por via aérea, o deputado Valdir Colatto apresentou emenda à MP 712/2016, que inclui a aplicação de inseticidas por meio de aeronaves dentre as formas de ação.

A ideia é aplicar pelo ar o mesmo inseticida hoje usado em terra nos chamados fumacês. “A vantagem da aplicação aérea é a possibilidade de atingir fundos de terrenos baldios e áreas longes do alcance das caminhonetes e equipes que hoje visitam e aplicam os produtos”, explica o deputado Colatto.

O uso de aviões para combate a mosquitos é comum nos Estados Unidos e em diversos países da América Latina, como o México. No Brasil, a técnica também já foi utilizada. Em 1975, os aviões agrícolas foram responsáveis pela eliminação dos focos de mosquitos culex na região da Baixada Santista, em São Paulo. Na época, com três aplicações em quatro semanas, a estratégia acabou com um surto de encefalite que assolava municípios como Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe.

O Sindag vem insistindo na proposta, e, segundo eles, sempre é ignorado pelo governo federal e com forte resistência das autoridades que coordenam o Programa Nacional de Controle da Dengue. Apesar disso, o Sindag emitiu considerações sobre a nota técnica que restringe o uso de aplicações aéreas de inseticidas por aeronaves no controle de surtos de dengue. A expectativa é de agora, depois do País fechar 2015 registrando mais de 1,5 milhão de casos de dengue no ano, e com o risco também da chikungunya, do vírus zika e agora da febre da floresta, a proposta receba a devida atenção. Em Santa Catarina, dados apontam 3.605 casos de dengue em 2015.

DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA: a febre do Zika vírus é uma doença causada pelo vírus Zika transmitido pela picada do mesmo vetor da dengue, o aedes aegypti, infectado. A febre Chikungunya, é uma infecção viral causada pelo vírus Chikungunya, também transmitida pela picada da fêmea do mosquito aedes aegypti infectada pelo vírus.

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