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14 de outubro de 2016 - 17:14

Aumento da importação de leite em pó do Uruguai prejudica produtores nacionais

Aumento da importação de leite em pó do Uruguai prejudica produtores nacionais

Brasília, 14/10/2016 – O deputado federal Valdir Colatto (PMDB/SC), em seminário promovido pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal, alertou sobre as dificuldades de produtores de leite e derivados em virtude do aumento da importação do laticínio desidratado do Uruguai. Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o volume totalizou 25 mil toneladas de leite em pó, alta de 7% com relação ao mês de julho deste ano. Entre os meses de janeiro e agosto, o país importou 81% a mais se comparado ao mesmo período do ano anterior. O leite em pó só pode ser importado para ser reidratado na região atendida pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), por força de normativas do Ministério da Agricultura.

De acordo com Colatto, produtores brasileiros não têm como concorrer com os preços baixos do Uruguai. “Os preços vêm apresentando queda, o que está inviabilizando a produção, principalmente na região Sul do país. Há um desequilíbrio no volume de exportação do Uruguai”, disse Colatto.

O assunto também foi debatido na reunião da Câmara Temática do Leite da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), e levado para o encontro semanal da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Segundo dados apresentados, o Brasil ainda não possui um acordo para limitar as importações do Uruguai, nos mesmos moldes da Argentina, que está habilitada a embarcar 4,3 mil toneladas de leite em pó por mês, durante o período de junho de 2016 a maio de 2017 e 4,5 mil toneladas, de junho de 2017 até junho de 2018.

“As importações preocupam o setor produtivo, pois afetam diretamente o preço recebido pelo produtor. Com uma oferta artificial de leite no mercado, as indústrias reduzem seus custos, diminuindo o preço pago pelo litro ao produtor e substituindo parte da captação direta, pelo produto importado”, afirmou o assessor técnico da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Colatto disse que já levou as demandas para serem discutidas com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. O principal ponto é o pedido de revogação da Instrução Normativa 26 do Ministério da Agricultura, para diminuir o impacto do leite em pó uruguaio na balança comercial brasileira.

Hoje, há 850 mil famílias produtoras de leite no Brasil. Os maiores produtores de leite do mundo são a União Europeia, Índia, Estados Unidos, China, Rússia e Brasil.

Com informações da CNA.

Confira o vídeo do deputado Valdir Colatto na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), do Senado Federal, que tratou das dificuldades de produtores de leite e derivados.

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